Monday, 31 December 2012

Desafio literário: BINGO!

Embora não vá participar em nenhum desafio, decidi criar um bingo ao estilo do blogue. Deixem-me apenas referir que:
1. Mary Sue segundo a Wikipedia é:
the "Mary Sue" is judged a poorly developed character, too perfect and lacking in realism to be interesting.

2. Infodump: It is the process of giving information clumsily and inappropriately. For sure you need to tell the back-story, describe your character's personality, and the story's setting. However, all this information should be elegantly woven into the story, not pasted arbitrarily on, or dumped. (Hence the phrase info dump because you're dumping information on the page.)

3. Worldbuild: Worldbuilding is the process of constructing an imaginary world, sometimes associated with a whole fictional universe.[1] The resulting world may be called a constructed world.

4. Thessaurus: O Thessaurus é um dicionário de sinónimos, onde muitas vezes os autores vão buscar sinónimos rebuscados, quando podiam utilizar palavras simples. 5. As críticas negativas e positivas abrangem toda a blogosfera literária e não só este blogue.

Os melhores livros lançados em 2012 para serem lidos em 2013

1. História d’O
Pauline Reage
Editora: ASA


A bela e jovem O testa os limites da sua mente e do seu corpo através de uma sexualidade violenta e inquieta neste romance clássico da literatura erótica. Enclausurada no castelo de Roissy, O submete-se a todos os desejos e fantasias do seu amante. A entrega, total, é-lhe escrita na pele, marcada na carne. Um processo de iniciação que vai levá-la mais longe do que alguma vez imaginou: ao lugar onde o prazer máximo pertence ao outro.
Considerado um dos mais polémicos romances do século XX, História d’O foi galardoado com o Prix des Deux Magots, em 1955.



2. Uma espiã na casa do amor
Anaïs Nin
Editora: Veiga Edições


Uma Espia na Casa do Amor é a história de Sabina, uma esposa adúltera, que se sente dividida entre o desejo de ser livre e a necessidade de amar e ser amada. Na sua jornada de descoberta de si mesma envolve-se com vários homens desconhecidos. Essas experiências são vistas por ela como uma missão em que o seu papel é a de uma "espia internacional na casa do amor". Assim vive a sua vida dupla, enquanto o fiel e indolente marido representa o seu porto seguro no regresso a casa. Os seus disfarces, constituídos de roupas e maquilhagem, representam, na verdade, múltiplas personagens que compensam as suas carências nessa busca de salvação. No final será confrontada com a verdade nua e crua dos seus actos e culminará a sua demanda.

Sunday, 30 December 2012

Os melhores e os piores de 2012 [atenção contem vídeos]

Primeiro gostaria de avisar para colocarem os fones e o som no máximo.
Em segundo gostariam que não se assustassem, this is amateur stuff.
Terceiro, and above all, enjoy =3 Este é o post que se repete todos os anos, onde faço o balanço das leituras, o melhor e o pior. Este ano temos ainda um brinde das desilusões (e ainda nem toquei no álcool). 


Amanhã não percam ainda, os melhores livros lançados em 2012 para serem lidos em 2013!


Os melhores



Friday, 28 December 2012

O que vem aí [2013 - estrangeiro]

Illumination (Hardback)
Matthew Plampin
Editora: HarperCollins Publishers Ltd
400 páginas

Sinopse:
A powerful story of revolution, love and intense rivalry set in 1870 during the four-month siege of Paris. 1870. All over Paris the lights are going out. The Prussians are encircling the city and Europe's capital of decadent pleasure and luxury is becoming a prison, its citizens caught between defiance and despair. Desperate times lie ahead as the worst winter for decades sets in and starvation looms. One man seems to shine like a beacon in the shadows. Jean-Jacques Allix promises to be the leader the people need, to save the city itself. Painter Hannah Pardy, his young English lover, believes in him utterly; taking up arms for his cause, she is drawn into the heart of the battle for Paris. But as the darkness and panic spreads it is harder and harder to see things as they really are, and Hannah struggles to separate love from self-interest and revolutionaries from traitors. Faced with impossible decisions, Hannah must confront the devastating reality of her beloved Paris to establish what truly matters to her - and what she will do to protect it.

Thursday, 27 December 2012

Dizem que tenho mau feitio, mas ...

Em primeiro lugar, quero apenas dizer que um livro que requer só e unicamente a técnica do tell + infodump  e espera que o leitor aceite as palavras nunca irá ser considerado bom. Em segundo, doi-me profundamente que eu leia autoras de romances light Harlequin-style que SABEM o que é um livro e sabem que acima de tudo um livro tem de ter uma história e uma estrutura. 

Lamento que muitos autores portugueses não saibam a estrutura clássica de uma história e pensem que um livro pode ser um apanhado de pensamentos e cenas pseudo-intelectuais - sorry boys and girls, no such luck.

Isto para avisar que, a partir de hoje, qualquer livro que tenha apenas a técnica do tell será deixado de lado sem o ter terminado e a crítica será: Não o terminei porque o/a autor/a não sabem escrever e pensam que sabem. Estou, literalmente, farta de ler IMENSOS* livros portugueses com tell e de ler livros a 2€ onde os autores esforçam-se para fazer show.

Also, quem disser "O tell é uma técnica como outra qualquer, tu tens é inveja, és uma merda" vai levar com livros de escrita criativa na tola para aprender a ficar calado!

Querem escrever, APRENDAM a escrever. Estou farta que os autores portugueses pensem que escrever é apenas quando se está inspirado. LEIAM, cultivem-se, não tenham MEDO de admitir que estudam literatura ou escrita. Porque ler livros que mais parecem composições de escola - NÃO. Sejam humildes, aprendam, cresçam, escrevam, mas não peçam a uma crítica que tape os olhos às coisas básicas de um livro.

Agora vou para o canto respirar fundo e ler o "A song for Lya" do George R. R. Martin.

*não digo todos porque sei que há autores portugueses que se preocupam em mostrar e desenvolver as suas histórias e personagens.

Monday, 24 December 2012

Pilha, what are you doing? Pilha... STAHHP!!

mais conhecido como "Post para terem pena de uma blogger"


Bem antes de acabar o ano novo, tenho a dizer que esta pilha servirá também para Janeiro. Começarei pelos mais pequenos para ler e depois atacarei os maiorzinhos *benzer* Comecei a ler "Onde está o branco em ti?" que é um livro que não se vêm nas livrarias, nem nos blogues. Já vou a 1/3 do Sorriso das mulheres (estava deprimida e prometeram-me um livro que me fará feliz. Se o conseguir já não é mau). Segue-se o mestre Bradbury e depois entram os eróticos "Morde-me" (oh with pleasure) e o Memórias de um leviano que adquiri na abertura da loja das Publicações Europa-América do Porto. Para continuar com os eróticos segue-se o Toque de veludo, da Sarah Waters já minha conhecida e ainda o Poeta da Lua, com dois volumes (mas irei ler apenas um por mês), tenho ainda o Rei do Inverno. Entro no clássico da Anna Karenina e depois a Paullina Simons e o primeiro volume da trilogia O Cavaleiro de Bronze da ASA.

Depois tenho a pilha inglesa:
Anno Dracula - já vou no 5º capítulo
Raven
The Lies of Loch Lamora

Wish me luck! 

Sunday, 23 December 2012

Super heroes are people too!

Watchmen
Alan Moore
Dave Gibbons (artista)
John Higgins (cor)
Editora: DC Comics
Páginas: 408

This Hugo Award-winning graphic novel chronicles the fall from grace of a group of super-heroes plagued by all-too-human failings. Along the way, the concept of the super-hero is dissected as the heroes are stalked by an unknown assassin. One of the most influential graphic novels of all time and a perennial best-seller, Watchmen has been studied on college campuses across the nation and is considered a gateway title, leading readers to other graphic novels such as V for Vendetta, Batman: The Dark Knight Returns and The Sandman series.

Ok, comigo foi um pouco ao contrário, comecei as aventuras na BD com o Sandman e, embora reconheça o valor do Watchmen, I'm a sucker for Sandman and Gaiman's work of fiction. Infelizmente percebo pouco de comics para conseguir espremer os simbolismos, mas passei mais de metade do livro a pensar "Então Moore, quero gore, dá-me gore!" e nas últimas páginas sangue e mortos por todo o lado (e a psycho dentro de mim estava contente).
Moore propôs-se a colocar uma questão que provavelmente poucas pessoas nos anos 80 pensaram: tratar o super-heróis como pessoas, com os seus dilemas e loucuras. Aliás todos estes super-heróis não passam de anti-heróis com capas e muito pouco dos seus poderes são revelados. Watchmen é claramente um comic direccionado para um terror psicológico, imaginar o que poderia acontecer se os heróis virassem vilões e não houvesse ninguém para nos salvar. Por outro lado: who watches the watchmen? (esta frase é a melhor do livro) Os super-heróis descem do pedestal para se tornarem meros humanos desprotegidos, vítimas e sem rumo.
O porquê de eu preferir o Sandman ainda não é bem clara. Embora a minha personagem favorita oscilasse entre o Doctor Manhattan e Roscharch, nada deles se comparou à reacção quando li o Sandman e a personagem Death. Mesmo assim, para quem gostar de anti-heróis, plots complicadas e personagens com tendências para reflexões, Watchmen is for you.

Uma nota final:
Sorry se a review é pequena. Eu dei 4 estrela no Goodreads, porque a nível de muitas coisas o comic está lá. Gostaria de explorar com maior detalhe, mas tenho medo de dizer alguma asneira e ter os comic guys a caírem em cima de mim. Agora tenho IMENSA manga em alemão e inglês que vou nom nomar =3


Wednesday, 19 December 2012

Boas festas

A pilha ainda não desceu, mas isso não significa que vá abrandar as leituras ou parar. Venho apenas desejar um voto de boas festas a todos os que visitam o blogue. Aos leitores, espero que este ano o blogue tenha crescido e esteja mais próximos de vocês. Aos autores de livros, cujas críticas publiquei, espero voltar a ler algo vosso no ano que aí vem. Às editoras com que colaborei, um obrigada por terem acompanhado o blogue este ano.


Mais tarde irei colocar no blogue mais críticas e estou a tentar gravar um vídeo com o já conhecido top de leituras.

Wednesday, 12 December 2012

Um ano depois...

Não quis fazer o balanço do meu e-reader poucos meses depois de o começar a utilizar. Acredito que ele tinha muito ainda para me mostrar pelo que decidi usar e abusar dele (oh baby, I have tried) durante um ano. Chegou a hora de fazer um balanço: um ano, um e-reader.



FICHA TÉCNICA:

ENERGY SISTEM Leitor de livros Electrónico Multimedia Color Book 2074 Rubber Black
P.V.P: 79,90€
Garantia: 2 anos

O menu
- Ecra de 7" TFT LCD a cores com formato panorâmico (800x480 píxeis).
- Permite ler e ouvir música ao mesmo tempo pelo altifalante integrado ou pela saída para auscultadores.
-Suporta Adobe ® DRM (Digital Rights Management) em PDF e EPUB
- Bateria de lítio recarregável de 2800mAh.
- Inclui 1.500 obras clássicas da literatura universal.
- Formatos suportados: TXT, HTM, PDF, EPUB, FB2, RTF, PDB, MOBI, WMA, MP3, WAV, JPEG, BMP, PNG, GIF, WMV, AVI, FLV, ASF, 3GP, VOB, MP4, MPG, MPEG.
- Funções: marcador de páginas, ajustamento de níveis de zoom, rotação de ecrã, visualizador de imagens, etc.
- Interface de usuário em vários idiomas, fácil e intuitivo.
- Recarga através de conexão USB ou Jack DC. Cabos USB e USB-DC incluídos.
- Memória interna: 4GB (3,6GB disponíveis para armazenamento).
- Bateria de lítio recarregável de 2800mAh.
- Sistemas operacionais: Windows 2000/XP/Vista/7, Linux, MacOS 9.x/X ou posterior.

O senhor Heilein também de lado
Aspectos positivos:
- A leitura de .epubs/ e .mobi é muito boa;
- Ler enquanto se ouve música é Godlike! Primeiro ninguém nos chateia porque notam que estamos a ler. E depois, para melhorar a situação ainda estamos de fones. Ou seja, alienados do mundo... eu.. os livros... a música... Ideal para anti-sociais.
- Dá para ver filmes ou séries (já que é um pseudo-tablet). Não sei se a bateria irá durar muito, mas é capaz de dar com luminosidade no mínimo e settings no mínimo.
- Como é a cores tem outro appealing. Embora não leia .cbz (extensão de comics) que converterem para .pdf funciona na boa.
- Dá para carradas de e-books, músicas etc e ainda tenho 2gb de memória livres (sem cartão extra).
- O preço é muito bom, em relação a oferta-preço e qualidade-preço (custa menos que um Kindle e lê mais formatos e com melhor qualidade).
- É fácil de utilizar e intuitivo.
- Tem uma parte com shelves muito kawaii, onde tem as capas dos livros como se fosse mesmo uma estante (como se vê na imagem).
- Dá para guardar as páginas que deixamos (ele faz isso automaticamente em epubs e mobis).



Está um pouco de lado... mas dá para ver!
Aspectos negativos:
- A bateria não dura muito. 1 semana tops - 2 se formos fofinhos e simpáticos e não abusarmos. Eu gosto de abusar das engenhocas, por isso toca a ler todos os dias 3h com música aos berros.
- A leitura de alguns pdfs é um pouco merdosa. Mas pelo que tenho visto todos os e-books lêem mal .pdfs. As conversões ficam muito bem, mesmo no calibri.
- Não dá para sublinhar, nem tirar notas.
- Os pdfs não guardam as páginas, mas podem sempre fazer jump e seleccionar as páginas (têm de ter boa memória).

No geral é um bom e-reader para o preço. Serve o seu propósito e ainda mais tendo em conta que não é conhecido no nosso mercado. Não tem ligação à Internet, o que pessoalmente é um grande plus, posso simplesmente descarregar directamente do PC para a engenhoca. Mais barato que o Kindle, com mais funcionalidades e ficheiros de leitura, a bateria não dura tanto, mas também nada que o carregador não resolva. Funciona bem em relação ao Calibri com compatibilidade. Não sinto muita diferença de ler um livro em papel ou no e-reader, mesmo que não seja ecrã e-ink, já passei uma hora enfiada no e-reader a ler um livro. Ou seja o poder de imersão é tão bom ou melhor que o de um livro em papel.
Para quem não sabe o que arranjar, tem aqui uma prenda para quem gosta de livros e quer gastar pouco (especialmente com o mercado de e-books estrangeiro gigantesco).

Tuesday, 11 December 2012

ESCRYTOS

ESCRYTOS
Apresentação da nova plataforma de autopublicação da LeYa



A LeYa apresenta a Escrytos, uma plataforma que permite que qualquer pessoa faça a autopublicação em formato digital dos seus livros e textos originais, e que os comercializa nas principais lojas online de todo o mundo.

A Escrytos (www.escrytos.com) entra em funcionamento neste dia 11 de dezembro e apresenta-se com claras vantagens, em termos de usabilidade e, sobretudo, ao nível dos serviços que disponibiliza e da rede de comercialização. Para o autor, a Escrytos é, não só, uma ferramenta valiosa que lhe permite divulgar o seu trabalho com ou sem a mediação da editora mas é, também, uma plataforma onde pode beneficiar de um conjunto de serviços editoriais e de uma rede de comercialização ímpares.

Ao criar o seu eBook na Escrytos o autor está automaticamente a disponibilizar a sua obra a milhões de leitores, através das mais significativas lojas online à escala planetária, aproveitando da melhor forma um fenómeno que tem vindo a ganhar milhões de adeptos em todo o mundo – e que se tornou uma fonte útil de conteúdos para maioria das editoras, dando inclusivamente origem a variados casos de sucesso.

Para a LeYa, esta plataforma vai ao encontro daquela que tem sido a sua estratégia no contexto da estimulação da criatividade editorial e até mesmo no da procura de novos talentos de língua portuguesa. A ESCRYTOS junta-se a outras iniciativas da LeYa que contribuem para a criação de uma verdadeira comunidade que permite a todos os que escrevem em português a expressão das suas ideias, do seu pensamento e da sua obra, dando assim novo e original uso à língua comum a centenas de milhões de pessoas por todo o planeta.

O que a Escrytos vem oferecer

Esta nova plataforma de autopublicação disponibiliza um completo manual de instruções para a conversão de ficheiros word para o formato mais comum de e-Book (ePub) e um vídeo tutorial que facilita a tarefa de inserção de conteúdos, paginação, aplicação de capas e finalização. A Escrytos sugere ainda o software necessário para esta conversão.

O site dispõe de uma área onde os autores podem criar gratuitamente a capa do seu livro, dando acesso a um programa de fácil utilização para que o próprio autor proceda à escolha de imagens, cores, formatos e fontes gráficas, concebendo assim a sua própria capa.

A Escrytos dá, também, acesso ao processo de criação do código ISBN, um serviço gratuito e um procedimento simples e obrigatório para todas as publicações.

Os autores que recorram à Escrytos podem pedir um Parecer Editorial, serviço pago que permite que seja feita, por editores profissionais, uma avaliação prévia da qualidade dos textos, sobretudo de poesia e ficção. Neste enquadramento, os autores podem ainda contratar serviços de Edição, para aprimorar o seu trabalho e fazer com que seja apresentado com mais qualidade. Seguindo a mesma lógica, o recurso a serviços de revisão de texto é outra das possibilidades desta plataforma.

No que diz respeito à conversão do texto em formato ePUB, se o autor preferir não optar pelo serviço gratuito disponibilizado na Escrytos, pode recorrer aos serviços de Conversão ePUB Profissional.

A Escrytos disponibiliza, igualmente, serviços que ajudam a promover os livros publicados tais como a elaboração e difusão de um press release e a criação de um booktrailer.

O autor dispõe de uma zona exclusiva reservada à publicação dos livros em formato digital, e onde poderá acompanhar a evolução da publicação, subscrever serviços editoriais e de promoção, acompanhar as vendas dos seus livros bem como atualizar os seus dados pessoais.

Como se publica na Escrytos?

Para publicar um eBook através da Escrytos o autor deve começar por se registar em www.escrytos.com e, no menu “autor”, seguir as instruções contidas na opção “publicar livro”. Qualquer pessoa que tenha um original escrito, e que detenha todos os direitos autorais sobre o mesmo, poderá aqui publicar um livro. Para isso, necessita apenas de ter um conteúdo em formato Word e registar-se na plataforma.

A publicação na Escrytos pode ser feita de forma totalmente gratuita. Os autores poderão, no entanto, utilizar os serviços editoriais ou de promoção da Escrytos cujos preços estão especificados no menu “serviços”. Uma vez terminado o processo de publicação e definido, pelo autor, o preço do seu livro digital, o mesmo ficará à venda em todas as lojas online parceiras da Escrytos (Almedina, Amazon, App Leya na App Store, Barnes & Noble, Bookwire, Fnac.pt, Gato Sabido, Google, IBA, iBook Store, Kobo, LeyaOnline, Livraria Cultura, Mundo Positivo, Mybooks, Numilog, Reader's Hub da Samsung, Submarino, Wook) e todos os parceiros com quem a Escrytos vier a estabelecer acordos de distribuição.

O que acham os escritores/ aspirantes a escritores ou editores?

Monday, 10 December 2012

Título adequado NOT FOUND


Nalini Singh:

  • Bela e destemida
  • O despertar do prazer

Diana Palmer:

  • Um momento de loucura

Sheri Whitefeather:

  • Uma intensa atracção

Irão precisar de:
- Um personagem com passado criminoso/ com uma bad atitude/ rico (de preferência);
- Uma personagem inocente/ frágil/ problemas de dinheiro ou sáude/ virgens também dá;
- Adicione um conflito: barões da droga/ máfia/ casamento de conveniência;
- Acrescente algumas cenas de sexo;
- Finalize com happy ending and all ends well.

Basicamente é este o esquema dos livros. Embora a fórmula seja sempre a mesma, existe uma noção perfeita de conflito e do que é necessário para a plot avançar de forma automática, para uma leitura fluída. As personagens não apresentam profundidade, são na sua maioria fáceis de descrever. As mulheres ou são virgens/ inexperientes/ inocentes ao passo que os homens são mais velhos/ experientes/ ricos ou bem na vida. Incomoda-me um pouco que as personagens femininas tenham que ser colocadas numa posição frágil, com dívidas para que o homem consiga destacar-se como boa pessoa. Afinal porque não deveríamos de ter mulheres que sabem defender-se sozinhas e os homens pudessem ajudá-las numa maior igualdade? São giros para lerem-se em uma hora, mas nada mais. Se quiseres podem também analisar à luz dos gender studies e então aí sim... dá um ensaio de como a Mary Wollstencraft rebolava no caixão ao ver passado dos séculos as mulheres na ficção a comportarem-se como mulheres no século XVIII.

PS: Um obrigado ENORME à Inês Santos do blogue "Ler por gosto não cansa" pelo empréstimo.

Vencedora do giveaway "A musa de Camões"

Obrigado às 63 pessoas que participaram no giveaway! Tenho a anunciar que a vencedora foi:

46: Carina Daniel

A todos que participaram, para a semana haverá novo giveaway, desta vez com livros de viagens.

Saturday, 8 December 2012

Nanozine 1

Agora que comecei a converter as Nanozines em .epubs e a rever os textos, deixo aqui as críticas aos contos referentes ao primeiro número. As críticas serão independentes da minha posição dentro da revista. Não pretendo denegrir o trabalho de ninguém, nem quero que julguem que estou a fazer publicidade. Estas críticas serão imparciais, não obstantes à minha participação na revista. As críticas serão apenas aos contos e não à qualidade do grafismo.

Loucura de Marcelina Leandro:
***
Um conto breve com densidade psicológica que deixa algumas perguntas no ar. Não é dos melhores da Marcelina (considero o seu último conto do Carrossel na Nanozine 7, o melhor dela). Contudo é sempre bom ver autores multifacetados.


Psicotécnico de Diana Tavares:
*
Mais extenso, mas mais fraco. Repleto de clichés: cadeira de dentista é horrível e traz más memórias (A sério parem com os estereótipos! Eu ADORO ir ao dentista, porque sei lá, se estou com dores, depois do dentista fico SEM dores!) O conto parece mais uma composição de escola, devido à quantidade de tell e de conjunções desnecessárias. O conto incluía algumas gralhas que inclui que o modelo do mp4 seja mp5... Ok para quem não sabe, MP5 é uma metralhadora! Uma metralhadora ao lado de uma Wii... This is not “Amurica”.

O cornudo de Joel Puga:
***
Ainda que breve, gostei da mistura entre fantasia e narrativa escrita a modos da oralidade tradicional portuguesa.

O cálice da vingança: Parte 1 de Adoa Coelho:
****
Depois de ler todas as partes, julgo que esta primeira é a melhor. Pode ser lida independentemente, deixando um gosto doce no leitor. Escrito de forma inteligente e convidativa, este conto serve para entreter vários tipos de público e funciona sozinho, sem as outras partes. O melhor da Nanozine 1.

Wednesday, 5 December 2012

Nem a propósito

Estava eu hoje no meu almoço a falar de Anna Karenina e aparece-me ela hoje no e-mail ^_^ Embora a minha edição seja com a tradução de Saramago, encontra-se danificada. Por isso para quem quiser uma edição nova, com o poster do filme (um pouco mais apelativo). Apesar de ter o livro, a licenciatura em literatura qualificou-me com massive spoilers sobre a história e o fim! Mesmo assim é escusado dizer que ADORO Madame Bovary e a Dama das Camélias *.* Claro que eu aconselho toda a gente a ler este livro, mas sou um pouco suspeita por adorar estas histórias. A Anna Karenina não é um livro light!

Anna Karenina 
Leão Tolstoi 
Colecção: Clássicos
Preço: 38.62€
Páginas.: 872

Um clássico intemporal! Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal. 

«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!»

André Maurois Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de Orgulho e Preconceito e Expiação, com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.

Leia o livro. Veja o Filme. 
Estreia a 6 de Dezembro nos cinemas Zon Lusomundo!

Tuesday, 4 December 2012

Tomorrow is the big day


Amanhã é o dia de defesa de tese. Passado um ano vou finalmente defender o meu projecto. Estou uma pilha de nervos e a tremer por todos os lados! Ainda nem sei o que vestir e acho que já fiquei sem mais unhas para roer. Depois de amanhã prometo que volto às leituras asap! Ah e à escrita... e às revisões. Oh dear. Tenho estes livros em atraso para ler para o mês de Dezembro. Não irei ler mais nada durante este mês, como vêm já é bastante!

Saída de Emergência:
- Algo maligno vem aí
- O rei Inverno
- Alex 9

Bizâncio:
- Toque de veludo

Chiado Editora:
- O poeta da lua

Publicações Europa-América:
- Memórias de um leviano

LEYA:
- Quando Lisboa tremeu

Harlequin: (obrigado à Inês Santos do blogue Ler por gosto não cansa)
O despertar do prazer
Bela e destemida
A magia de um beijo
Um momento de loucura

Oceanos:
Morde-me

Thursday, 29 November 2012

A tradição dos Nibelungos

Esta é a história da aventura de um Baggins, que deu consigo a fazer e a dizer coisas completamente impensáveis… Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso. Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.  
O Hobbit é o prelúdio de O Senhor dos Anéis e já vendeu milhões de cópias desde a sua publicação, em 1937. É claramente um dos livros mais amados e influentes do século XX. «Uma obra-prima incomparável», The Times  
Leia o livro. Veja o Filme. Estreia a 13 de Dezembro nos cinemas Zon Lusomundo!
A dias do primeiro filme da trilogia do Hobbit de Peter Jackson começar, fica aqui a crítica do livro (é a segunda, visto a primeira ter sido uma desgraça total). 

Ilustração de Alan Lee
Embora a principal influência atribuída à prequela dos Senhores dos Anéis originar do épico Beowulf e lendas nórdica, a estrutura de Hobbit tem muito mais paralelismo com os Nibelungos. Não é segredo nenhum que Tolkien tinha um fascínio por esta obra medieval germânica e chegou ao ponto de a reescrever através da poesia edda. O Hobbit é considerado um Bildungsroman, onde a personagem de Bilbo surge sempre em contraste com a personagem de Frodo. Menos negro que a trilogia, o livro assiste à evolução da personagem de Bilbo ao longo da sua viagem inesperada. Vendo a sua casa invadida por anões, o pacato e calma Hobbit vê-se arrastado para uma viagem que não sabe se quer seguir, havendo um duelo interior entre a sua vontade de sair do buraco e explorar o interior e ficar seguro em casa.
Ilustração de Alan Lee
As viagens sucessivas pela Terra Média são apenas uma forma de mergulhar no worldbuild de Tolkien. Os cenários e a construção do mundo estão ao serviço da história e influenciam o decorrer desta.
As personagens têm personalidades distintas de acordo com a moral da sua raça. Bilbo é recatado e não gosta de confusão, típico dos hobbits, os anões vão à procura de recuperar o tesouro e nota-se a sua ganância no jantar que Bilbo oferece em que a comida não para de vir, mas também no facto de recuperarem um tesouro que pertence ao pai de Thorin. Na ópera de Wagner, no primeiro acto, a personagem de Siegfried é criada por um anão Mimir, que incentiva o jovem a matar o dragão Fafnir (em alemão, Fáfnir no original) de forma a recuperar o seu tesouro. Tanto Fáfnir como Smaug são ambos ladrões de tesouros, que se vêm derrotados pelos heróis. Não são vilões tradicionais, que querem conquistar o mundo ou matar o herói. Neste aspecto, Tolkien inova ao apresentar um vilão que é quase uma vítima e um herói, à primeira vista, pouco corajoso.

A evolução de Bilbo e a ausência de Gandalf são dois pontos importantes na narrativa. A baixa altura de Bilbo aproxima-o de uma figura parecida com as crianças. No seu interior, o hobbit tem um coração bondoso que anseia pela aventura. Embora Bilbo encontre a sua “sting”perdida no chão (ele não a adquire , a arma representa uma evolução. A cena entre Bilbo e Gollum mostra não só uma batalha de inteligência, através das palavras, como a arma ajuda Bilbo a subjugar Gollum, demonstrando a importância da força física. O hobbit acaba por ser um herói acidental, que junta todas as características de um bom herói: corajoso, leal, inteligente e que apela às crianças pelo seu tamanho.

O Hobbit pode ser uma leitura que se passa de pais para filhos, de geração em geração. Tolkien é um mestre em contar histórias, de forma a apelar ao leitor para o seguir pela Terra Média. Não é por acaso que ele influenciou uma geração inteira de escritores de fantasia. Curioso ler o Hobbit depois de ler o Beowulf e os Nibelungos e notar peça a peça o que influenciou o autor na construção da história e das personagens.

Para quem quiser saber mais sobre a Terra Média poderá adquirir os livros: O Silmarillion, Os filhos de Húrin e Contos inacabados de Númeror e da Terra Média. O livro “A lenda de Sigurd e Gudrún” que reconta o mito dos Nibelungos encontra-se, de igual forma, traduzido pela Europa-América.

Sunday, 25 November 2012

Críticas na Nanozine (quickies)

Como estou a preparar a edição da Nanozine nº 8 dedicada à erótica, tenho recebido e lido livros eróticos e escrito críticas para o blogue, que posteriormente serão adicionadas ao número da revista.
Fica aqui, contudo, um apanhado dos dois livros que li até agora:

Ensaios sobre açoitamentos
Anónimo
Editora: Publicações Europa-América
Colecção: Grandes clássicos eróticos
Original: The Whippingam papers

Este livro esquecido nas prateleiras portuguesas surge com uma série de ensaios das mais variadas formas: ora em poesia, pequena peça de teatro, conto ou mesmo anúncio sobre, claro está, açoitamentos. De título original “The whippingham papers”, embora a maior parte das edições declarem o autor como anónimo, a sua edição original em 1887 é atribuída a Edward Avery (um editor de pornografia vitoriano) e St George Stock. As contribuições para este volume são ainda atribuídas a Algernon Charles Swinburne, ainda que no anonimato (várias vezes nomeado para o prémio Nobel).
Ao leitor a carga erótica composta nas diversas histórias não o atinge directamente. As sucessivas odes de apreço ao açoitamento podem ser de forma neutra durante o livro até à última página, onde fica o vazio e a vontade de receber umas boas palmadas. O leitor que não espere um ensinamento de como espancar, mas sim um conjunto de textos de época arrojados que representam o outro lado do (i)moralidade vitoriana.


Sob o céu de Paris
Elisabete Caldeira | Jorge Campião
Editora: Alfarroba
*este livro encontra-se escrito ao abrigo do AO*

“Sob o céu de Paris” retrata uma história monótona sobre um casal que se encontra numa relação extraconjugal em Paris. Toda a narração está desenvolvida em torno das personagens de Carlos e Raquel, deixando as outras personagens nos capítulos adicionais com um papel redutor e pouco explorado, sem sentimentos ou profundidade.
A história assume um ritmo monocórdico, sem grandes altos desrespeitando assim as estruturas tradicionais, não havendo clímax da narrativa, nem perigo para as personagens. A relação de Carlos e Raquel é perfeita, sem atritos e o leitor assume um papel passivo sem grandes envolvimentos emocionais em relação às personagens. “Sob o céu de Paris” pode não satisfazer todo o tipo de leitores, especialmente os compulsivos, mas poderá agradar a amantes com maturidade que queiram redescobrir a arte através da pintura e do sexo.

Saturday, 24 November 2012

Giveaway "A musa de Camões"


O Natal está a chegar e enquanto oiço Adele no banho com o secador ligado e afogo as mágoas em absinto e palavras, decidi brindar os meus queridos leitores, que ando a negligenciar. É uma espécie de prenda para dizer "I am sorry, if I am being such a bitch". 

Por isso este giveaway será, só um giveaway! Nada de perguntas, nada de esforço, viva o Natal e o consumismo! Ah esperem ainda só vamos em Novembro! *.* 

Bom não interessa, se querem ganhar este livrinho fofinho só têm de preencher os dados pessoais com nome, morada e e-mail (o nr. de telemóvel de tamanho de soutien é opcional). Escusam de fazer follow ou like no Facebook! É Natal, aproveitem a minha generosidade (se quiserem seguir, prometo que I'll behave).

Este livro NÃO é o livro de bolso, é a versão capa mole.

Wednesday, 21 November 2012

Depression

Depois de meses a ler e a escrever, sinto-me deprimida. Muito deprimida. Não sei se o factor dinheiro e ter emprego incerto ou o facto de estar a planear sair do país as soon as possible ou o facto de não saber neste momento o que fazer com a minha vida. Queria pedir um tempo e isolar-me durante 2 semanas, sem ver ninguém e ficar a morar sozinha. Os projectos estão quase acabados. A ISF vai nestas semanas, a Nanozine idem e a Fénix também estão quase pronta. Mesmo assim, mal consigo ler ou escrever. Tenho o livro suspenso porque não consigo escrever uma palavra. Abro o word, mas não consigo. Escrevo outras coisas, mas cedo perco a motivação para escrever.

Durante o estágio chorava bastantes vezes e embora estivesse sob pressão 8h por dia, agora é ao contrário. Não há pressão, não há... nada. Não acordo às 6h da manhã para ir dar uma aula, nem regresso ás 8 a casa completamente esgotada. Ando a dormir imenso uns dias, outros mal prego olho. Não como muito e outras vezes como este mundo e o outro. O Google dirá que é cancro ou gravidez (oh so wise), eu não faço a mínima do que se está a passar, mas não gosto.

Agora vou andar um pouco a escrever críticas para a Nanozine e dar alguma atenção ao número 8. Mesmo assim não queria desistir do Nanowrimo, queria escrever as 50 mil palavras da minha Adosinda... mas não sei o que fazer com ela. Nem sei o que fazer com a minha vida, quanto mais com a personagem. Especialmente quando após dizer a plot, o meu namorado achou o fim horrível. Estou a ficar bloqueada...

Ai, ai ruivas em depressão é do pior que existe.
Also, vou começar a escrever crónicas na Nanozine chamadas: Sem papas na língua... Acho que vão começar todos a pedir pelo Apocalipse em breve.

Tuesday, 13 November 2012

Novidade Europa-América

Não Deixes Que Me Levem
Catherine Ryan Hyde
Colecção: Contemporânea
Preço: 22.26€
Páginas: 312

E se abandonar a sua mãe… for a única forma de a salvar?
«Lembras-te de me dizer que conseguirias sempre encontrar-me? Bem, nunca te esqueças disso. Por favor.»


GRACE
Grace é uma menina de dez anos que sabe que é amada pela mãe. Mas a mãe também ama as drogas. Grace não conseguirá evitar por muito mais tempo as ameaças da «senhora dos Serviços Sociais», que a quer colocar numa instituição. A sua única esperança é…

BILLY 
Billy Shine é um adulto que não sai do seu apartamento há anos. Tem muito medo das pessoas. E assim, dia após dia, leva uma vida perfeitamente planificada e silenciosa dentro de sua casa. Até agora…

O PLANO 
Grace invade a vida de Billy com uma voz bem alta e um plano para libertar a mãe daquele martírio. Mas não será fácil, pois para salvar a mãe terão de arrancar-lhe a única coisa de que ela realmente precisa: Grace.

Catherine Ryan Hyde é autora de vários best-sellers, entre os quais se destaca Favores em Cadeia, livro que contou com uma adaptação cinematográfica, protagonizada por Kevin Spacey e Helen Hunt. Depois de mais um sucesso com Coração em Segunda Mão, a autora deslumbra-nos agora com uma visão terna do amor e da humanidade que nos une, neste livro comovente.

Monday, 12 November 2012

A comunhão com Deus

O Anjo das Trevas
Os cânticos de Serafim #2
Anne Rice
Editora: Publicações Europa-América

Sinopse:

«Sonhei com anjos. Vi-os e ouvi-os numa enorme e interminável noite galáctica. Vi as luzes que simbolizavam estes anjos, voando aqui e ali, em laivos de um brilho irresistível […] Senti amor em redor de mim neste vasto e contínuo domínio de som e luz […] E algo semelhante a tristeza apoderou-se de mim e confundiu toda a minha essência com as vozes que cantavam, porque as vozes cantavam sobre mim.» Assim começa o novo romance assombroso de Anne Rice, um thriller sobre anjos e assassinos, que nos conduz novamente aos mundos obscuros e perigosos de tempos passados. Anne Rice leva-nos para outros domínios, desta vez para o mundo de Roma no século XV, uma cidade de cúpulas e jardins suspensos, torres altas e cruzes por debaixo de nuvens sempre em mudança; colinas familiares e pinheiros altos… de Miguel Ângelo e Rafael, da Sagrada Inquisição e de Leão X, segundo filho de um Medici, dissertando sobre o trono papal… E nesta época, neste século, Toby O’Dare, antigo assassino por ordem do governo, é convocado pelo anjo Malquias para resolver um terrível crime de envenenamento e para procurar a verdade sobre a aparição de um espírito irrequieto — um diabólico dybbuk. O’Dare em breve se vê envolvido no seio de conspirações negras e contra-conspirações, rodeadas por uma ameaça sombria e ainda mais perigosa, porque o véu do terror eclesiástico a cobre. Enquanto embarca numa viagem de expiação, O’Dare é ligado ao seu próprio passado, com assuntos claros e obscuros, ferozes e ternos, com a promessa de salvação, e com uma visão mais profunda e rica do amor.

Neste segundo e último(?) volume dos Cânticos de Serafim, Anne Rice não perde tempo em divagações como no primeiro livro. Assistimos à continuação da história de Toby O'Dare, mas desta vez Anne Rice decide iniciar o livro logo com acção, estabelecendo uma ponte entre a conclusão em suspenso e a nova vida de Toby.

Este segundo volume apresenta a reconciliação quase final entre Deus e Toby, dando a conhecer o outro lado da face religiosa: a tentação. Toby é tentado, de maneira a provar a sua lealdade não só a Deus, mas ao seus novos princípios. Embora o mistério seja menos complexo que o anterior, aprende-se com a pesquisa feita por Rice sobre os judeus, Veneza e até mesmo os venenos da época. A tradução do livro está bem melhor, sem gralhas e a própria qualidade do design mais simples, mas também eficiente melhora a qualidade de leitura. Os Cânticos de Serafim são um verdadeiro hino ao perdão e à reconciliação com Deus, embora menos simbólico que os outros livros de Rice. Os temas são repetidos: Deus perdoa todos aqueles que se redimirem, Deus ama todos os Homens, mesmo aqueles cujo caminho é desviado. Ainda assim vale este segundo volume para entender o lado negro dos Anjos e também para deixar outras portas em aberto para uma possível continuação.

Anne Rice é uma escritora multifacetada. Tanto escreve e pesquisa sobre vampiros, Serafins ou escreve prosa erótica e a vida de Cristo. Vale a pena ler a série para compreender como Rice tem uma perfeita noção da escrita e de uma pesquisa bem feita incorporando a fantasia com o histórico. 

Tuesday, 6 November 2012

Passatempo parceria Nanozine

Bom dia meninas. Esta semana recebi uma coisa fantástica, cortesia da autora Adoa Coelho :) Ela esteve na feira de Frankfurt (sortuuuda) e foi um amor! Como sabe que sou uma tarada do pior, trouxe-me o calendário da Ellora's Cave 2013, só com meninos jeitosos!

Aqui está a prova!

Perguntam vocês, mas o que temos de fazer para ganhar? Simples! 

Os concorrentes têm apenas de enviar para o e-mail: nanozine.web@gmail.com um texto erótico com não mais de 2 páginas, TNR tamanho 12 espaçamento 1,5. 

Depois a equipa da Nanozine selecionará alguns textos para visarem a Nanozine 8! Acham que estão preparados? O passatempo durará desde hoje dia 6 de Novembro até dia 16 do mesmo mês (10 dias).

Acham que conseguem? Então toca a mexer esses dedinhos e a imaginação!

Ser como tu

Ser como tu
Miguel Almeida
Editora: Esfera do Caos
Páginas: 152

Sinopse:
Os poemas de Miguel Almeida transportam-nos por anseios e receios, por opções, feitas ou que ficam por fazer, que valem como outras tantas viagens de um Eu, numa busca constante de sentido para si próprio e para o Mundo.

Primeiro deixem-me dizer que depois de ler o Paradise Lost de John Milton, a leitura fica um pouco quebrada. Na verdade já não li poesia a alguns meses e já não estudo há algum tempo. Não vou começar a divagar de forma nostálgica o quanto eu me divertia a dissecar poesia de Pope, Wordsworth ou Florbela Espanca. Até me divertia a ler Antero (que riqueza de mocinho). 

Por isso a minha noção de poesia é esta: algo complicado, que leva tempo e pode ser esticada numa maca e dissecada até aos ossos. A visão de Miguel Almeida é diferente. Nota-se que escreve poesia não para que outros peguem nos seus poemas e o desmembrem. Não. A poesia é para ser lida e apenas saboreada sem racionalizar demasiado. De pouco adiantará ao leitor tentar entender as motivações do sujeito poético, ou até mesmo as escolhas de palavras. Na poesia de Almeida nada é complicado. O leitor deverá apenas ler os poemas e sentir as palavras invadirem a mente.

Pessoalmente, mete-me um pouco de impressão não poder ir mais longe e conseguir descortinar simbolismos. Contudo, poesia é bastante maleável e depende bastante da interpretação que cada um dá.

Outro livros de Miguel Almeida:
A cirurgia do prazer
O templo da Glória perdida
O lugar das coisas
Chireto
Contos do nosso tempo (organizador)
Palavras Nossas Vol. 1 & 2 (organizador)
Já não se fazem homens como antigamente



Sunday, 4 November 2012

Desafio literário português: update

O que foi lido até agora:


  • O fim chega numa manhã de nevoeiro - Renato Carreira;

Um livro de fantasia urbana pouco explorado, que tenta ressuscitar o saudosismo típico português ao tentarem trazer de volta D. Sebastião à vida. Eu cá acho que devem deixar o sr. em paz, até porque há reis tão mais interessantes do que maníacos com visões.


  • Amor Carnal - Pedro Pinto;

Livro erótico na linha de Henry Miller com sensibilidade poética. Uma boa leitura.


  • A vingança do lobo - Vítor Frazão;

Livro de dark-fantasy com história e personagens sólidas que só pecou pela revisão incompetente da editora. Um livro muito bom.


  • Escritos dos Ancestrais - Rodrigo McSilva;

Um livro de fantasia épica que deveria ter um editor mais atento, devido ao grande número de personagens e pouca capacidade de envolver o leitor na história.


  • O teu relâmpago na minha paz - Luís Miguel Raposo;

Escrita poética, mas com uma história pouco convincente. Ideal para quem gosta de escrita poética, mas pouco desenvolvimento da história.

  • Demência - Célia Loureiro;

Uma história que nos leva de volta ao interior de Portugal, com personagens do nosso quotidiano, embora com uma estrutura anti-climax e muito tell antes de show.

  • O teu rosto será o último - João Ricardo Pais;

Para um livro que ganhou o Prémio LEYA, desilude. Parece um amontoado de estilos de vários autores consagrados diferentes numa história confusa e sem fio.

  • A verdadeira invasão dos marcianos - João Barreiros;

Cyberpunk + steampunk português com uma prosa atraente e um final surpreendente. Um livro obrigatório em todas as estantes portuguesas.

  • Memórias de um vampiro - Rafael Loureiro;

Livro pouco sólido que deveria ser uma fanfiction de "Vampire, The Masquerade". Muito atabalhoada, com infodumps, clichés e personagens pouco credíveis.

  • Amor entre mulheres - Catherine Vasconcellos;

Ficção lésbica com pouco erotismo. Ritmo um pouco apressado mas com um final feliz, capaz de satisfazer os mais românticos.

  • Ascensão de Arcana - Rafael Loureiro;

Continuação de Memórias do vampiro, com os mesmo erros do volume anterior. Personagens a ficarem cada vez mais irritantes e o autor tentou esticar uma história de forma inútil.

  • Alex 9 a guardiã da espada - Bruno Martins Soares ;

A introdução de uma saga com mistura de Ficção Científica mais fantasia. Algumas escolhas menos infelizes na construção de algumas personagens e de história. Tem um ritmo apressado.

  • O penico do céu - Hermínio C. Fransisco;

Romance que retrata uma aldeia e a sua evolução desde a sua criação no tempo de D. Afonso Henriques até à actualidade. Algum humor por parte do autor e uma vontade de ler mais títulos deste senhor, sem esperar nada de mais.

  • Downspiral - Anton Stark;

O primeiro livro Steampunk fantasia português, com um bom domínio de vocabulário, mas alguns erros típicos de uma primeira obra.

  • Alma Rebelde;
Um livro de época português muito bem escrito, com emoção, capaz de fazer corar autoras estrangeiras como Sherryl Thomas! Um bom motivo para apoiar o que é nacional!

  • A bondade dos estranhos - João Barreiros;

Menos genial que "A verdadeira invasão dos marcianos", mas ainda melhor do que muitos livros que estão nas lojas. Peca pelo excesso de palavras inglesas no início do livro e por um twist que nunca chega a acontecer ( ao contrário da invasão dos marcianos, cujo twist final dá um gosto doce ao leitor)


  • Contos de outros tempos;

Antologia com os melhores contos portugueses do século XIX. Uma leitura boa, cujos contos nunca chegam a desiludir (exceptuando o do Eça! Damn you, Eça, You were the chosen one)




Tenho para ler:
- Os dias da febre;
- Quando Lisboa tremeu;
- Inverso;
- Afonso Henriques, o homem e muitos na wishlist!

Contos de outros tempos

Contos de outros tempos
Antologia inédita
Vários autores
Editora: Esfera do Caos
Páginas: 271

Melhores contos: Arrufos/ O espólio do senhor Cipriano/ Três cadáveres
Piores contos: Mestre assassinado/ Um dia de chuva
Autor destaque: Fialho de Almeida

Alexandre Herculano:
"A morte do Lidador" dá início a esta antologia e recupera um tom romântico do escritor Herculano e do amor dos românticos pelo medieval. Já o "Mestre assassinado" embora tenha espaço e foi desenvolvido não tem nenhuma característica na prosa que torne o conto memorável.

Eça de Queiroz:
Como disse no outro post, este é o conto mais fraco da Antologia. Normalmente Eça tem o hábito de nos envolver numa leitura mordaz com bastante simbolismo e temas. Este conto pecou pela falta de clímax e previsibilidade. Na mesma senda, manteve as descrições excessivas características dos Mais. Não é um típico conto do Eça, infelizmente.

Camilo Castelo Branco & Júlio Dinis:
Após ter lido o seu livro “Amor de Perdição”, o seu conto “A morte de um avarento” tem uma trama igual à do conto a seguir de Júlio Dinis “O espólio do senhor Cipriano”. Ambos contam histórias de senhores, que guardavam dinheiro, mas vivam de forma pobre de forma a pouparem. O “espólio do senhor Cipriano” tem um final feliz e um clímax certeiro.

Trindade Coelho:
Trindade Coelho brinda-nos com dois contos, de temáticas diferentes. O primeiro “Tragédia Rústica” retrata a história de um bebé abandonado e da busca pelos seus pais. Já o segundo conto “Arrufos” é um dos melhores contos da antologia. Contado através de uma pseudo-fábula, fala sobre amor e traição dos homens, mas através dos pombos. Um conto bem escrito, com grande profundidade e que dá gozo de ler.

Fialho de Almeida:
Recuperando a temática deixada por Júlio Dinis e Camilo Castelo Branco, “O Antiquário” relata a obsessão de um antiquário por uma peça, tudo faz para a ter, até os meios mais sujos. Ambos os contos têm um teor altamente moral e didáctico, onde os bons são compensados e os maus castigados com a morte!

O segundo conto “Conto do Almocreve e Diabo” é o único conto de fantasia nesta antologia. Um homem pede ao Diabo que lhe guarde a mulher, durante a sua viagem, que andava a dar umas berleitadas com o padre. O Diabo assim guarda a mulher, mas faz também das suas. Divertido e leve.

O último conto “Três cadáveres”, o maior da antologia, tem um tom claramente ultra-romântico com uma história característica do “Noivado do sepulcro”. Este último conto prova a versatilidade de Fialho de Almeida.

Luís de Araújo:
O "Povo no teatro" é um conto a retratar o povo português no século XIX a ir ... ao teatro. Pouco complexo, serve para retratar algo característico da época.
O segundo conto "Como hei-de ser rico" tem o mesmo tom do anterior, são dadas várias sugestões ao autor/narrador de como poderá ficar rico. Infelizmente até à data do conto, tal coisa não aconteceu.

Pedro Ivo:
O último conto da Antologia "Zé Sargento" conta a história de amor platónica entre Zé e Maria, com um final atípico, mas que vai de encontro ás expectativas do leitor. Bem escrito e com um tom mordaz, assume a posição da mulher como anjo-demónio.

Monday, 29 October 2012

A busca pela identidade

Sempre que dizemos adeus
Anna McPartlin
Editora: Quinta Essência
Páginas: 398

Sinopse:
Harri tenta por duas vezes casar com o amor da sua vida. Das duas vezes não consegue. Os pais esforçam-se distraí-la, mas é óbvio que sabem mais do que querem admitir sobre a sua fragilidade. Aquilo que são forçados a revelar vira o mundo de Harri do avesso. Parece que não só perdeu o noivo, mas também tudo aquilo que sempre tomou como certo. À medida que a verdade do seu passado vem ao de cima e o mundo que ela julgou conhecer se desmorona, Harri esforça-se por apanhar os cacos. Conseguirá encontrar-se novamente e, se o fizer, será demasiado tarde para o amor?
"Sempre que dizemos adeus" parece um título um pouco vago para uma história pela busca de uma identidade e outra história sobre o amor e a luta pela sobrevivência.
O que à primeira vista parece uma história provavelmente um pouco silly sobre casamentos falhados rapidamente transforma-se numa história com momentos pesados. As buscas pela identidade já foram abordadas na literatura feminina mais light por Kleypas, mas McPartlin decide introduzir um factor de humor e sobretudo algo de realismo em diversos momentos que raptam o leitor da sua monótona vida para um mundo paralelo.
As personagens secundárias têm um papel próprio na história, visto a história de Harri e Liv não ocuparem muito espaço. Contudo esse desenvolvimento traz uma lufada de ar fresco no leitor que precisa de vez em quando desanuviar dos dramas e infortúnios da vida de Liz e Harri.
“Sempre que dizemos adeus” é um livro quase impossível de não gostar, pois toca em temas sensíveis para nós enquanto pessoas e seres humanos, conscientes da nossa identidade e do nosso passado. Não podem faltar os vários finais felizes que aquecem o leitor mais sentimentalista ou simplesmente aquele que gosta de ver a ordem do mundo restaurada e os heróis recompensados.

PS: Embora a tradução tivesse já com o Acordo ortográfico, notei algumas gralhas, mas acima de tudo erros de tradução. Convinha que em futuras edições se procedesse a uma nova revisão, visto serem detalhes que se notam bem.

Tuesday, 23 October 2012

iLearn 7º ano

iLearn7
Isabel Filipe, Isabel Martins, Maria Adelaide Rabaça & Paula Simões
Editora: ASA
Preço do bloco didáctico: 33,25€

O que traz para o aluno:
MANUAL
WORKBOOK
THE LEGEND OF THE SHINY AND HER PUPPY (Extensive reading)
MANUAL MULTIMÉDIA



O layout do bloco inteiro é muito agradável. Simples, moderno sem bonecos exagerados e com cores apelativas iLearn é um manual fácil de utilizar. É o manual ideal para uma aprendizagem sólida com grau crescente de dificuldade e para quem se quer desviar dos manuais da Areal e experimentar algo novo, este bloco é bom.

O que traz para o professor:

MANUAL (edição professor)

A primeira coisa que salta à vista é uma quantidade grande de preenchimento de espaços, primeiramente ao seguir a técnica de leitura skim e depois scan. A maior parte dos textos iniciais tendem a seguir os “ídolos” da maioria dos alunos com esta idade: Justin Bieber. Trabalhar com este tipo de personalidades pode ser um incentivo aos alunos a realizarem tarefas extras (pesquisar as influências do Justin Bieber ou uma notícia onde ele aparece online). Contudo com uma nota menos positiva, ainda subsistem os exercícios clichés como por exemplo perguntar a um aluno de 12 anos qual o seu emprego de sonho. Pode haver casos onde já esteja um emprego definido na cabeça dos alunos, mas aos 12 anos deixem a criança pensar que ser astronauta é porreiro e o emprego de operário de fábrica do pai é o melhor do mundo! Para quê pedir aos alunos para escolherem quando eles nem sabem o que é o trabalho verdadeiramente? Porque não fazer um exercício onde pegassem na sua profissão: aluno e tivessem de escolher um salário (oh sim, divirtam-se com a noção de dinheiro que as crianças podem ter), que funções teriam de desempenhar, quantos meses de férias... qualquer coisa que não “qual é a tua profissão de sonho?” Uma nota muito positiva para o conteúdo dos textos, que se ao início não passam de informações soltas de biografias de celebridades, no fim do manual já são textos retirados de diferentes sites e autênticos. Existe assim, uma progressão visível da complexidade de leitura e compreensão da linguagem.

A gramática é o grande turn down do manual. Numa conferência com um professor de faculdade e autor de manuais questionei-lhe o quão difícil era para ele enquanto estudioso das diferentes abordagens da gramática e autor de livros, fazer uma abordagem dedutiva ao passo que a indutiva e a “guided-discovery” é uma abordagem mais eficiente à aprendizagem? Ele respondeu que, apesar de saber que a indutiva e guiada era mais eficiente, um grosso dos professores queriam continuar com a dedutiva e por isso ele fazia aquilo que os professores queriam senão não compravam os manuais dele. O iLearn segue esta corrente de gramática dedutiva com exercícios gerais e com pouco contexto. Fica a sensação de que a Gramática pertence a Marte, enquanto os alunos e os professores estão aqui na Terra a tentar integrá-la.

Por último as festividades estão presentes à parte e normalmente envolvem trabalho de grupo. O trabalho de grupo e os debates são lançados ao acaso sem grande indicação para o professor ou aluno. Como irá o professor realizar um debate com uma turma de 27 alunos? Será que o professor está preparado para fazer um debate? E os trabalhos de grupo como vão ser constituídos? Embora os debates estejam a ser recorrentes nos manuais de 7º ano, os professores deverão ter em conta a realidade e avaliar se um debate será benéfico e se irá acrescentar algo na aprendizagem dos alunos. Fiquei surpreendida ao vez a máscara do Anonymus nas festividades do Guy Fawkes. Até porque achei uma oportunidade muito boa que os professores vão ter para mostrar o V for Vendetta ou a BD do Alan Moore. Não julguem que os alunos mesmo do 7º ano são fraquinhos e só gostam de "Bievers". Primeiro porque ver um filme ou ler BD é sempre fixe, segundo porque o filme tem explosões (oh yeah) e ver um filme com explosões é sempre bom.

Remember, remember the 5th of November!

Numa nota final: confesso que é pessoal e é defeito de todos os manuais, mas não gosto do facto dos manuais para professores trazerem as repostas. Primeiro porque tira a diversão de o resolvermos e conhecermos as dificuldades que os nossos alunos poderão ter. Segundo porque pode haver mais do que uma resposta ou até mesmo a reposta poderá estar errada (em princípio é raro acontecer). O professor tem de ter a noção ao resolver o exercício se ele está adaptado ao que quer ensinar. Ter aquela janelinha ao lado não abona nada para a aprendizagem do professor. Mas como digo isto é pessoal.

WORKBOOK

O Workbook apresenta uma boa ferramenta para os alunos treinarem em casa com diversos exercícios. Houve três aspectos muito importantes:

  • O re-check: testes no fim de cada unidade para os alunos fazerem em casa (se quiserem);
  • O iplay: actividades dinâmicas para os alunos e
  • Uma secção final com filmes e actividades de acordo com o filme em questão! Muito, muito bom! Aprender uma linguagem não é só fazer exercícios até os alunos enjoarem. É também saber como é empregue aquelas regras todas que aprendem e integrar linguagem num contexto.


TEACHER’S BOOK


O Teacher’s book apresenta mais material que pode ser dado ao aluno como treino, embora este não seja tão diversificado como o livro de testes e muito do treino feito aqui será mecanizado, devido ao carácter repetitivo dos tipos de exercícios. Ainda assim este livro está pensado para os professores e em minimizar o seu tempo a procurar exercícios extra sempre que precisam.


LIVROS DE TESTES

O livro de testes apresenta vários testes com diferentes tipos de exercícios focando do listening e writing. Os exercícios são perfeitos para dar a alunos no apoio extra ou até fotocopiar para trabalho de casa para aqueles alunos mais fracos. Tem diferentes exercícios desde o tradicional “fill in the gap” até à escrita de frases e composições. O único contra que estes exercícios apresentam é o seu baixo grau de complexidades, por isso devem ser dados aos alunos com dificuldades, ou que apresentem baixo rendimento escolar na disciplina.


PLANOS DE AULA


Os planos de aula podem ser um pesadelo de se preparar. Nem todos os professores utilizam esta ferramenta após anos de experiência a dar aulas, contudo estes cadernos visam ajudar os professores com as suas aulas, planeando tudo desde os exercícios e temas aos trabalhos de casa! A gramática interactiva presente em cada aula poderá ajudar os professores a saírem da rotina e tentarem novas metodologias para ensinar a gramática que parece ser a ovelha negra do ensino das línguas. Estes planos de aula apresentam-se algo limitados apenas ao manual, deixando pouco espaço para os professores conseguirem adaptar. Planear aulas devia de ser divertido! Also: homework correction? Isso ainda existe? Inovar, meninos, inovar!

CD-ÁUDIO
AULA DIGITAL (CD-ROM)




Hoje estou assim...



Em vias de ficar maluquinha e a chá. Ultimamente tenho estado pouco concentrada no blogue, mas acreditem que não é por falta de motivação. Tenho aqui imensos livrinhos para ler, mas ultimamente tenho preparado as explicações que ando a dar de Ciências em alemão (oh joy) e tenho dedicado algum tempo a estudar ossos e músculos em alemão. Depois estive ainda a fazer a edição extra da Nanozine dedicada ao Nanowrimo e para variar estou ainda a escrever um conto para o Fantsy & Co, que queria ter pronto asap.
Mesmo assim fiz um calendário do que devia de ler nos próximos tempos para fazer crítica e vou tentar escrever pelo menos 3 por semana (cries inside). Isto ao mesmo tempo que faço Nanowrimo durante Novembro (say what?)

Mas hoja trago-vos também uma excelente notícia! A história d'O vai ser publicada pela ASA! *agradece secretamente à E. L. James e à sua ranhosa fanfiction por ter feito despoletar este lançamento*

História d'O
RÉAGE, PAULINE
Ano da Edição / Impressão / 2012
Número Páginas / 160
ISBN / 9789892321226
Editora / ASA
Pvp: 14€

Sinopse:
As correntes e o silêncio, que deveriam aprisioná-la no fundo de si mesma, sufocá-la, estrangulá-la, libertavam-na... Ousaria alguma vez dizer-lhe que nenhum prazer, nenhuma alegria, nenhuma fantasia, poderia aproximar-se da felicidade que sentia na liberdade com que ele a usava? A bela e jovem O testa os limites da sua mente e do seu corpo através de uma sexualidade violenta e inquieta neste romance clássico da literatura erótica. Enclausurada no castelo de Roissy, O submete-se a todos os desejos e fantasias do seu amante. A entrega, total, é-lhe escrita na pele, marcada na carne. Um processo de iniciação que vai levá-la mais longe do que alguma vez imaginou: ao lugar onde o prazer máximo pertence ao outro. Considerado um dos mais polémicos romances do século XX, História d`O foi galardoado com o Prix des Deux Magots, em 1955.

Assim se faz uma blogger ruiva feliz!

Sunday, 21 October 2012

O Tempo do anjo

O Tempo do anjo
Os Cântico de Serafim
Anne Rice
Editora: Europa-América

Sinopse:
Toby O’Dare é um assassino a soldo com fama no submundo do crime. Numa teia de pesadelo e de missões letais, é um homem sem alma e sem nome, às ordens de um misterioso mandante. Quando um dia se cruza com um estranho ser, um serafim, Toby O’Dare terá de escolher entre salvar ou destruir vidas. E ele, que sonhara em tempos ser padre, viaja no tempo até ao século XIII, em Inglaterra, tempos de inquietação e trevas onde judeus são acusados de assassinatos rituais e crianças desaparecem em circunstâncias misteriosas. O Tempo do Anjo, um thriller metafísico sobre anjos e assassinos, marca o regresso de Anne Rice como mestra na criação de histórias que cativaram leitores de várias gerações.


A palavra-chave deste romance é: redemption. Quando se lê um livro com uma forte componente religiosa e, sendo ateia, posso afirmar que Anne Rice passa uma mensagem muito bonita de perdão e arrependimento.
Embora o início não tenha sido dos melhores, a estrutura do livro peca por vezes por não sabermos bem que rumo irá tomar. Mas mesmo com uma estrutura mais debilitada, Rice consegue pegar em diversas situações de acção e embrenhar o leitor na história. O objectivo principal é a salvação da alma de Toby O'Dare, enquanto Rice consegue provar o verdadeiro arrependimento de Toby ao criar uma situação (o seu objectivo secundário), onde este viaja até aos tempos negros da Inquisição. Ao arranjar um final para ambos, o leitor sente-se satisfeito com a leitura breve.

Em "O tempo do anjo" não há espaço para o lado mau da religião, tudo é basicamente idílico. Deus ama os Homens e perdoa os pecadores, oferecendo-lhes uma forma de fazerem o bem. Toby O'Dare é um filho de Deus, mas acima de tudo uma vítima do sistema do Homem. Ao contar o seu passado de uma forma um pouco atabalhoada e com algum info-dump, compreendemos que o caminho de Toby não poderia ser outro. Toby é vítima dos excessos e dos erros da sua mãe alcoólica, é vítima do sistema do Homem que o tornou mau por via das circunstâncias em que se envolveu e que o impediram de seguir o seu sonho e tomar o rumo de vida que gostaria. Ao oferecer a mão para o ajudar, conhecemos um Deus misericordioso. Um Deus que gostaríamos de ver no nosso mundo nos dias que correm.

"O tempo do anjo" não é dos melhores momentos de Anne Rice, mas a sua falta de profundidade não rouba o seu estatuto de um bom livro (mesmo para uma ateia). Arrependimento, segundas oportunidades e uma visão idealista da religião e do mundo, o primeiro livro da série "Os cânticos de Serafim" marca os seus leitores ao revisitar temas intemporais e oferecer algum conforto através da religião.

Tuesday, 16 October 2012

O imaginário de João Barreiros

A Bondade dos Estranhos
O projecto candy-man
João Barreiros
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 152
Editor: Edições Chimpanzé Intelectual

Sinopse
Apesar de ser um livro de leitura perfeitamente independente, este é o 1º volume daquela que será a 1ª Trilogia de Ficção Científica Portuguesa, intitulada " a Bondade dos Estranhos". É uma aventura contagiante, escrita com um ritmo frenético e um sentido de humor muito cáustico, (típico de João Barreiros, incontestavelmente considerado o maior nome da literatura séria de Ficção Científica em Portugal) que nos oferece todo um polémico universo futurista por desbravar, em que os humanos dividem a terra com três espécies alienígenas, que nos prometem utopias distintas. Neste 1º volume, a jovem Joana, a heroína da obra, sujeita que foi a um projecto científico que lhe dá um nível de empatia superior ( o projecto candy-man) é chamada para tomar conta de 500 crias aleinígenas, que são tudo menos crianças, numa espécie de "jardim de infância" que se revela um ecosfera alienígena fascinante e muitíssimo perigosa.

Apesar de ter dado 3 estrelas no Goodreads (Ai o mal destas estrelas), antes de passar à crítica posso dizer que gostei do livro e houve cenas onde adorei e disse "Muito bem pensado". As três estrelas referem-se claramente às personagens, à história criada pelo autor e pelo seu fabuloso uso de humor. E antes de me alongar mais gostaria de dizer que o João Barreiros consegue melhor. Hell, o homem é considerado o melhor escritor tuga de FC e depois destas 150 páginas queria o verdadeiro twist como "A verdadeira invasão dos Marcianos". Tal não aconteceu e ficamos algo enervados por ver algo com tanto potencial ficar-se apenas por uma história assim. Agora passando para a crítica.

João Barreiros entra a matar numa noveleta (que até é tuga) com bastante vocabulário em inglês para abrir a história com o "initial incident" que mais tarde se ligará à história principal. Barreiros não tem papas na língua e é delicioso entender o seu humor. Problema: nem todos lêem inglês ou alemão. E embora seja contra o excesso de tradução em notas de rodapé, a palavra "Angst" (medo em alemão) precisava realmente de uma nota para entenderem a piada. Acho que se este livro tivesse chegado a um público mais abrangente, as pessoas não iriam entender a dica e, ou sentir-se-iam confusos, ou então não entenderiam a piada. Ler e não entender para mim é igual a não ler nada. Mas nem sempre o humor do Barreiros se faz passar através das palavras. A personagem Joana é um menina que pelos vistos se passa do carretos e ferve em pouca água. É uma anti-heroína em todos os níveis: é desconfiada, resolve as coisas com pouca paciência e com muita violência, tudo por causa do projecto Candy-Man.

A grandiosidade do livro centra-se mesmo neste projecto. Uma experiência que foi feita em alguns meninos, lá vinha o Candy-man e se calhasse aquele candy, os meninos seriam muito sortudos. Óbvio que calhou a Joana, mas o engraçado é a sua reacção face ao candy. Porque é que haveria de comer um doce oferecido por um estranho? Sempre lhe disseram para nunca aceitar nada de estranhos! 1º lição que Joana aprendeu foi mesmo essa. O comprimido/candy mudou-a para sempre (e meninos autores aprendam que o Tio Barreiros não dura para sempre, assim se justificam coisas numa história em vez de ficar com pontas soltas). Embora o projecto faça parte do passado de Joana e apresenta consequências para a história principal, esta é bastante simples. Joana, de forma a soldar a sua divida para com o Estado Português (ahhh Portugal na FC), terá de tomar conta de nada mais do que 500 crias alienígena... com a ajuda de uma arma, claro. A história salta entre passado e presente e se a noveleta começa muito limpinha, o final (que o sr. Luís Filipe Silva devia de pegar *cough* *cough*) é uma completa bloody mess. 

Mas o autor consegue fazer melhor (e já conseguiu com a verdadeira invasão), algo que não funcionou bem foi a introdução da Virgem Maria na história. Barreiros habitua-nos a ter tudo planeado, sempre com justificações plausíveis, mas a Virgem Maria e os pastorzinhos foi colocada a martelo, sem justificação e representou apenas uma handicap para a plot avançar (uma estrela a menos) e o twist genial típico do Barreiros nunca chegou a acontecer (menos outra). Permanecem as três estrelas pela história muito bem planeada, as personagens bem construídas com motivos e objectivos claros e o cenário/imagens que o autor consegue manter bem vivas na mente do autor.

Agora tenho para ler "Se acordar antes de morrer" onde o autor juntou os seus contos e ainda a continuação de "Um dia com Júlia na Necrosfera".

Sunday, 14 October 2012

Teaser do texto sobre Anaïs Nin

A convite do blogue "Os livros nossos" escrevi um textinho sobre a experiência que foi ler o livro "Henry & June" de Anaïs Nin. A verdade é que lamentei não conseguir escrever uma crítica imparcial, mas é de todo impossível ficar serena depois de ler este livro.

Aqui fica o teaser do texto do livro:

Muito sinceramente não há elogios suficientes para este livro. O ano passado não consegui escrever uma crítica para o livro da autora Ursula Le Guin “A mão esquerda das Trevas”. Qualquer palavra referente ao livro que não fosse “perfeito” parecia-me escusada e grosseira. Com este acontece o mesmo. Tremo só de pensar que um dia vou voltar a ler Nin e a ver os meus demónios outra vez abertos. Sim, também eu quero escrever sobre aquela mulher que quis beijar e nunca tive coragem. Quero beijá-la no papel. Tenho inveja da Nin! Ao mesmo tempo sei que a autora criou na sua vida tantas mentiras que precisava de as escrever para não se esquecer delas..


Henry & June
Anaïs Nin
Edição/reimpressão: 1994
Páginas: 224
Editor: Editorial Presença
PVP: 15,11€

Sinopse:
Paris, Dezembro de 1931. Anaïs Nin conhece o escritor Henry Miller e a sua mulher June, e regista esse facto no seu diário. É esse relato íntimo que agora se publica e nele Anaïs revela todos os sentimentos de angústia, felicidade, êxtase, tristeza, que marcaram uma relação vivida até aos limites do erotismo e da paixão. Henry é a genialidade, a virilidade física e intelectual; June, a beleza, o mistério das forças ocultas do desejo. Juntos revelam-lhe o outro lado da vida, que as obras de Miller tão cruamente descreviam, e será através desse exacerbamento e dessa perturbação que Anaïs Nin virá a descobrir-se a mulher e a escritora que tanto marcou a literatura do nosso século. «Henry & June» é simultaneamente um documento de valor histórico e o diário íntimo de uma paixão que transgrediu todas as convenções. Um belo livro que o cinema adoptou.